A Hipoglicemia e a Intolerância

BLOG INTOLERANCIAQuando os sintomas das hipoglicemia começaram eu aprendi que a tolerância, a compreensão e, especialmente, a compaixão não são sentimentos muito fáceis de ser alcançados pelo ser humano. Mas o que me assustou mais ainda é que as pessoas que me rodeavam, as quais eu amava e me apoiava sem medo nenhum, também faziam parte desse nada seleto grupo, o grupo do ser humano, imperfeito e precisando de vários “updates” (tentando ser compreendida nessa nova geração).

O grande problema é que por eu confiar neles tão cegamente, comecei a desconfiar de mim: pensava que a errada devia ser eu e me sentia ainda mais para baixo. Entretanto, eu tive a sorte de achar um médico que descobriu logo de cara a hipoglicemia, conversou com minha família e explicou que tudo que eu estava sentindo era realmente real e não frescura, vontade de aparecer, preguiça ou qualquer outra coisa que pensassem a meu respeito.

Mesmo com todo o conhecimento que o médico passou (que hoje em dia, sabemos, não é nada em relação à vastidão que é a hipoglicemia reativa), muitas arestas ficaram sem ser aparadas. Entre elas, alguns sintomas que se confudiam com problemas da mente. Provavelmente, estarei sendo redundante, pois já falei sobre isso uma outra vez, mas a depressão e a ansiedade generalizada foram diagnósticos que recebi sem uma investigação adequada. Hoje em dia eu sei que a culpa dos sintomas ambíguos realmente foi da hipoglicemia.

Na época do diagnóstico de depressão e ansiedade generalizada tomei diversos remédios, como ansiolíticos e antidepressivos, e nenhum teve sucesso; pelo contrário, pioravam o quadro sensivelmente. Em uma atitude de extrema falta de responsabilidade, parei de tomar os remédios, tive abstinência que quase me fez voltar atrás, mas logo melhorei. Depois disso, comecei a cuidar da alimentação, mas ainda havia resquícios de ansiedade generalizada (não sabia, ainda, que aquilo poderia ser um sintoma de hipoglicemia).

Quando, enfim, caiu a ficha, controlei melhor a alimentação, com dieta restritiva, foi então que o céu abriu e eu vi uma luz no fim do túnel (para não ser mais clichê com frases feitas). Estava lá o ponto inicial para eu começar a entender de fato o meu organismo. Hoje em dia eu vejo que tudo que eu já tive foi um sintoma da hipoglicemia reativa. Parei de me culpar por ter sido preguiçosa, ou qualquer outro adjetivo que recebi.

Com essa descoberta também pude ver o quanto o ser humano precisa ainda de evoluir. A falta de tolerância me assustou muito. Médicos falavam, entre si, que meu quadro depressivo só poderia ser devido a algo mais pertubador, como gravidez ou Aids, afinal minha vida era perfeita (eu era estudante na época, não trabalhava).

Por mais que a intolerância e a falta de compaixão tenham me magoado naquela época, hoje em dia eu tento não cometer com os outros o que fizeram comigo, porque nós não sabemos pelo o que a outra pessoa está passando para chegar àquela situação. Cada um tem suas particularidades, suas cicatrizes e seus problemas. Não podemos, simplesmente, condenar alguém por não a entender. Contudo, como tambêm não sou perfeita, me pego cometendo intolerância às vezes. Porém, corrijo minha postura e repenso tudo que já havia pensado sobre a outra pessoa. É um exercício gratificante e muito esclarecedor.

 

Como evitar as crises na rua

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Sair de casa, às vezes, pode se tornar um pesadelo, especialmente se não carregarmos algo para comer. Muitas horas caminhando, expondo-se ao sol, ou se desligando através de alguma outra atividade não somente podem fazer perder a hora do lanche, como desgastar o organismo podendo causar uma crise de hipoglicemia. É nessa hora que aquele lanchinho salvador da pátria, escondido no fundo da bolsa ou da mochila vem bem a calhar.

IMG_6923Biscoitos integrais, frutas, barras de cereais, alimentos integrais e diets fazem a diferença e ajudam a nos manter na linha da dieta, afinal, a dieta, na vida do hipoglicêmico, é muito importante e poderá fazer toda a diferença no futuro.

Escolher lanchinhos seguros para a sua dieta é importante e só trará benefícios futuramente. Comê-los a cada 2 ou 3 horas também ajudará a manter as crises longe. Porém, nem todas às vezes teremos aquele lanchinho no fundo da bolsa, então é hora de procurar algo para comer na rua mesmo.

Entre tantas opções, especialmente aquelas que são deliciosas, mas muito perigosas, podemos achar ótimas opções. Salgados de lanchonetes podem parecer um perigo eminente, mas, se soubermos escolher, podem nos ajudar a passar pela falta de um lanche à mão.

Para escolher sabiamente, prefira os integrais e assados. Na falta destes, vá direto para o quibe. É importante analisar os ingredientes de cada alimento que você está prestes a consumir, Na falta de uma embalagem, no caso daqueles salgados expostos na padaria, traga de casa uma “colinha” mental de cada alimento.

A maioria desses salgados é rico em gordura. A gordura quebra rapidamente quandoIMG_6922 entra em nosso organismo. Por isso, evitar aqueles com mais gordura é o primeiro ponto a se pensar. Alimentos muito branquinhos, como esfihas, têm muita farinha branca. Se essa for a única opção, peça por aqueles com muito recheio, especialmente de carne. Carne branca ou carne vermelha ajudam a manter os níveis de glicose no sangue normais, especialmente por não causar os temiveis picos de insulina.

Atualmente, com a moda fitness, lanchonetes com produtos integrais e alimentos mais saudáveis estão cada vez mais comuns. Isso vem para facilitar a nossa vida. Mesmo sabendo desse “avanço”, é possível que o local em que estejamos não tenha essa possibilidade.

Entre as possibilidades, os lanches escondidos, os alimentos ricos em proteína, integrais, diets são as melhores opções. Além disso, a hidratação é muito importante, ajudando o corpo a se reestabelecer, melhorando o sistema imunológico.

 

Introdução Alimentar – Um Bebê doce, mas sem açúcar

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Antes de tudo, gostaria de pedir desculpas pela minha ausência nestes últimos meses. Um projeto grandioso está em minhas mãos e eu precisava de tempo para avaliar a situação e criar um plano de ataque. Acredito que uma hora dessas vocês já estejam se perguntando o que “cargas d’água” essa pessoa pode estar fazendo de tão importante?

MorangoPois bem, o grande projeto é uma ruivinha chamada Renata. Ela tem 1 ano e 4 meses e come de tudo! Vou contar um pouco da história da nossa introdução alimentar (porque não é só dela, afinal tive que aprender com introduzir a alimentação em um bebê – não é moleza).

Renata estreiou no dia 8 de junho de 2014. Foi uma estreia turbulenta, com direito a hospital com princípio de incêndio e corrida desesperada escada abaixo. Até aí tudo bem, o grande problema foram os dias que se seguiram, com uma mãe assustada e um pai workaholic. O leite materno foi o único alimento desse bebê até os 6 meses de vida (sim, nós vencemos).

Passados os 6 primeiros meses, estes que eu aproveitei para ler tudo que eu podia a respeito de alimentação, começamos a introdução alimentar. No meu caso, foi a temida introdução alimentar, pois eu não queria cometer erros que poderiam culminar em algum problema no futuro.

Meu plano de ataque foi: nada de açúcar refinado. Mais precisamente, nada de açúcar nenhum! Concentrei minhas forças em alimentos o mais naturais possível. No início, com as frutas, Renata aceitou de bom grado tudo que lhe era dado. Entretanto, quando chegou a vez das papinhas salgadas (não é acrescentado sal a papinha, somente legumes cozidos), a história mudou de figura. Mas, com um pouco de paciência e insistência, as coisas foram entrando nos eixos. Só que esses eixos foram tortuosos. O medo dela sentir fome me faziam apelar para o peito, o que a fizeram ganhar mais peso do que o esperado, especialmente por continuar mamando durante as madrugadas.

Depois de muitas puxadas de orelha da pediatra, tracei novo plano, mas agora coloquei o pai da Renata no campo de batalha comigo: chega de mamadas noturnas! Deu certo, Renata começou a dormir melhor e, consequentemente, sentir mais fome durante o dia. Lá fui eu novamente para as papinhas salgadas, afinal as frutas estavam indo muito bem.

Foi a hora de apelar para o livro de receitas. Comecei a incrementar as papinhas, temperos naturais, consistências diferentes, mais pedaços e menos cremes e, é claro, o BLW (sigla em inglês que significa, basicamente, deixar o bebê pegar a comida com a mão e ele mesmo se alimentar). Foi então que aconteceu: Renata devorava o almoço, jantar, lanches e tudo mais. Eu me orgulhava de sentar no restaurante de deixar minha bebê de 10 meses comer brocólis com as próprias mãos.

IMG_6523Hoje em dia, com 1 ano e 4 meses, Renata mostra preferências (ama cenoura e tomate), mas ainda não provou açúcar (tomou um gole de um suco de caixinha e não gostou), adora frutas azedas (morango, laranja, uva), rouba frutas na fruteira e na geladeira, e come de tudo que colocamos no prato, desde brocólis e couve até quiabo.

Minha opinião sincera é a de que a alimentação na primeira infância deveria ser tratada como mais um ponto educativo que os pais deveriam colocar sob os holofotes. Quando uma criança é educada para se alimentar corretamente, a necessidade de uma reeducação alimentar no futuro pode ser evitada.

Ensine seus filhos a se alimentarem bem desde pequenos e eles levarão os ensinamentos por toda a vida!

Muffins de Blueberry

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Primeiro, quero explicar o porquê dessa receita, principalmente o porquê da fruta escolhida para essa receita: simplesmente porque eu me apaixonei! Provei uma vez na viagem para os Estados Unidos (blueberry/mirtilo é a fruta dessa região) e enlouqueci de amor! Porém, a versão que eu provei não era nada anti-queda de glicose.
Fui procurar essa belezinha nos maiores supermercados da minha cidade e NÃO achei. Mas, sou brasileira e não desisto nunca! Na cidade vizinha (pertinho da minha cidade – todo fim de semana vamos para lá para passear no shopping) tinha um mercado tipo hortifruti e lá estava o blueberry! Carérrimo, mas ele estava lá. Compramos uma caixa e o trouxemos para casa para entrar na receita modificada.
Essa receita é magra e integral, e uma delícia. Além disso, de ser uma delícia, descobri, nas minhas andanças pelo Google, que o blueberry é um ótimo alimento para manter os níveis glicêmico no lugar. Ele é muito indicado pelos médicos para diabéticos. Então essa receita junta, realmente, o útil ao agradável! Segue abaixo a receita de blueberry:

Ingredientes:

– 2 ovos;
– 1 xícara de adoçante de confeiteiro;
– ½ xícara de óleo;
– ½ xícara de creme de leite light
– caldo de meio limão
– 1 colher (chá) de baunilha
– 1 xícara de farinha de trigo peneirada
– 1 xicara de farinha de trigo integral peneirada
– ½ colher (chá) de sal
– 1 colher (chá) de fermento em pó
– 1-1/2 a 2 xícaras de blueberries

Como fazer:

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Junte os ingredientes secos em um bowl e reserve (menos o fermento – este você colocará por último). Misture o creme de leite e o suco de limão e reserve também. Em outro bowl coloque o adoçante e os ovos e misture. Vá acrescentando os outros ingredientes aos poucos, o creme de leite com limão, a essência de baunilha, o sal e os ingredientes secos (previamente misturados). Agora, à mistura, acrescente o fermento. Só depois da massa misturada e homogênea que se acrescenta o mirtilo. Preaqueça o forno. Coloque a massa em formas de cupcake, untadas ou de silicone. Deixe assar por 40 minutos.
Serve 12 porções.

Ps.: Desculpe os erros neste post, mas estou escrevendo pelo celular enquanto amamento (vida de mãe não é fácil!).

Arroz Preto – Benefícios

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arroz-branco-arroz-preto_140270133Iguaria ou não, afrodisíaco ou não, o arroz preto é delicioso. Tudo bem, arroz preto é uma coisa difícil de se ver, e mesmo nos restaurantes mais chiques é raridade. Entretanto, é um alimento excelente, não só pelo seu gosto mais acentuado, mas por fazer muito bem à saúde.

Entre os principais benefícios, como é um alimento integral e ainda mais benéfico que o arroz integral, ele possui muitas fibras, que, convenhamos, é o que os hipoglicêmicos mais têm buscado na maioria dos alimentos. Voltando ao assunto de alimentos integrais e a hipoglicemia, é sabido que quando o alimento possui sua casca protetora o teor de fibras é muito maior, o que faz com que o alimento seja digerido de maneira mais lenta (causa saciedade – emagrece) e caia no sangue sob a forma de glicose ainda mais devagar, diminuindo os temidos picos de insulina.

A quantidade de nutrientes desse arroz também rebate seus primos, o arroz branco e o arroz integral: mais magnésio, mais proteína, mais fibras e mais vitamina B1. Outra importante notícia sobre esse futuro companheiro de refeição é o teor de carboidratos, que é menor do que no arroz branco e no arroz integral. Ou seja, mesmo sendo integral, ele cai de forma mais lenta ainda no sangue.

O único problema é que esse arroz não é fácil de encontrar. Como ainda não caiu no arroz1gosto popular, ele é mais raro. Contudo, como seus benefícios são extensos, a probabilidade de ele chegar ao gosto da nova geração saúde não é pequena. Enquanto ele ainda está no fundo da prateleira, a melhor maneira de encontrá-lo é visitando algumas lojas de produtos naturais.

Para aqueles que ainda sentem um pouco de receio em fazer esse arroz, ele não tem segredo. Como no arroz integral, a dica é colocar um pouco mais de água, afinal a capa protetora do grão ainda está lá, por isso precisa de mais água e um tempo maior de cozimento.

Eu adorei, agora quero ver o que vocês acharam. Não deixem de comentar o que acharam da nova iguaria que chegou para ficar em nossos pratos.

Vai viajar? Como se alimentar em viagens – parte II – Viajando para o exterior

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Algumas semanas atrás, escrevi um post de como, nós hipoglicêmicos, podemos viajar sem sair da dieta. Claro, viajar dentro do nosso país é bem mais simples, por mais que tenhamos culturas diferentes. Erra quem pensa que viajar para fora do país é um martírio alimentício (acabei de inventar essa expressão). É possível, sim, manter-se na dieta e aproveitar a viagem para fora do país.

Quando eu estava de seis meses de gestação, por volta de março deste ano, meu marido e eu

Café da manhã no MacDonald's - frutas e aveia

Café da manhã no MacDonald’s – frutas e aveia

resolvemos fazer as compras do enxoval da Renata fora do país – dica de uma grande amiga. Além de gastar menos, pois as roupas de bebê são bem mais em conta nos Estados Unidos do que aqui no Brasil (um macacão que custa em torno de 80 reais aqui, lá sai por cinco dólares), poderíamos passear, afinal seria bem mais difícil viajar só nos dois por um longo tempo depois que a Renata nascesse.

Pois bem, planejamos a viagem e eu planejei a minha dieta à parte. Além de rechear minha mala com biscoitos integrais (dica do post sobre viagens, parte I), eu já estava ciente de que nos Estados Unidos era possível se alimentar bem, mesmo que o costume lá envolvesse muito açúcar e gordura (meu marido já havia morado lá e trouxe dicas importantes para a minha pesquisa).

Almoço em um restaurante no Outlet de Miami - achei salmão e arroz

Almoço em um restaurante no Outlet de Miami – achei salmão e arroz

Como o costume de consumir arroz e feijão não é difundido lá (ao contrário do bacon com ovos), apelei, sempre na hora do almoço, para as saladas com carne. Almoçamos, na maioria das vezes, dentro das praças de alimentação dos outlets. Lá tinha uma boa quantidade de diferentes lanchonetes e restaurantes. Sempre procurava aquele que havia um Buffet com mais variedade de saladas cruas.

O café da manhã dos hotéis dos Estados Unidos (pelo menos os de Miami e Orlando) não é nada parecido com os daqui do Brasil. Uma rosca (um tipo de pão), manteiga, um suco e uma fruta são o cardápio do café da manhã. Assustei nos primeiros dias, mas depois descobri uma fonte melhor de alimentação para o café da manhã: os postos de gasolina. Lá havia vários tipos de sanduíches naturais, saladas de fruta, entre outras coisas. Foi assim que comecei a tomar café da manhã.

Os supermercados também foram de grande valia, pois possuíam muitos pratos prontos e congelados (vários quartos de hotéis possuíam micro-ondas). Meu marido e eu recheávamos o frigobar com o que achávamos nos supermercados. Como o cansaço (e o peso da barriga) me impossibilitava de ficar na rua para jantar, eu preferia passar no supermercado e correr para a cama.

Claro, alguns dias eu fiz um esforço e fui a alguns restaurantes. Novamente, apelei para a

Jantar no Outback

Jantar no Outback

salada e carne. Entre alguns restaurantes, o Outback foi uma escolha, afinal já era conhecido (temos no Brasil) e era mais barato do que a versão daqui.

Estando em Orlando era impossível não ir aos parques. Visitamos o Magic Kingdom, da Disney, e os parques da Universal Studio (somos muito fãs do Harry Potter – muito mesmo). Dentro dos parques existem restaurantes e lanchonetes. Da mesma forma, salada e carne e sanduíches naturais fizeram minha cabeça. Até mesmo picolé diet foi possível encontrar lá dentro. Entre os restaurantes que mais gostei, o do Simpsons, dentro da Universal Studio, tinha uma área dedicada aos alimentos da Lisa. Adorei a variedade de saladas lá.

Lanches do Posto de Gasolina

Lanches do Posto de Gasolina

Um dos lanches mais procurados, em ambos os parques, era a coxa de peru. Sempre era possível ver as pessoas com uma imensa coxa de peru na mão, comendo alegremente. Proteína é muito bom para nós, hipoglicêmicos, e poderia ser, também, uma possibilidade de lanche (não sou tão chegada em carne).

Espero que essas dicas ajudem a quem está pensando em viajar. Vale muito a pena ir, conhecer outros lugares, culturas e pessoas.

 

Muffin integral e diet de Banana com Nozes

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Ultimamente, tenho postado mais receitas e menos pesquisas; estou realmente devendo isso, mas a falta de tempo me impede de passar horas lendo ou pesquisando (bebê chorando, querendo mamar, entre outras coisas).

20140812_064641As receitas são de alimentos que tenho feito em casa para suprir minha incessante necessidade de calorias que a amamentação gasta ao longo do dia, e como não posso comer muita coisa, tenho que me arriscar na cozinha e fazer coisas diferentes, gostosas e que não me tirem das duas dietas que me foram impostas: a dieta da hipoglicemia e aquela para não dar cólica na minha filha.

A receita de hoje é para lá de saudável, carregada de ômega 3 e vitaminas: Muffin de banana e nozes, integral e diet, sem lactose, também. Anote os ingredientes:

 

 

1 ovo

1/4 xícara de chá de adoçante de confeiteiro

2 xícaras de chá de banana

1/2 xícaras de chá de nozes

1/3 xícaras de chá de Óleo de canola

1 colher de chá de essência de baunilha

1/4 xícara de chá de farinha de trigo

1/4 xícara de chá de farinha integral

1/2 xícara de chá de aveia em flocos

1 colher de sopa de fermento químico em pó

1/4 colher de chá de sal

1/2 colher de (chá de bicarbonato de sódio

 

Coloque na batedeira o ovo, o adoçante, as bananas, as nozes, o óleo e a baunilha. Bata bem 20140812_064630
até que os ingredientes formem uma mistura homogênea.
Em outro recipiente, misture os ingredientes secos: a farinha de trigo, a farinha integral, o fermento, a aveia, o sal e o bicarbonato. Misture-os e, logo em seguida, acrescente aos poucos ao líquido que foi batido, batendo todos na batedeira.

Preaqueça o forno e unte formas de muffins com manteiga e farinha (podem ser formas de cupcake ou de empada). Asse os muffins a 180  por, no mínimo, 40 minutos. Rende 12 porções.

Bolo integral de cenoura com cobertura de Alfarroba

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Estou amamentando minha bebê faz dois meses já. Consegui começar o aleitamento ainda no hospital (com explicação e ajuda das enfermeiras – o começo não é fácil como é visto nos filmes) e sempre tive muito leite. Contudo, diferentemente do que aconteceu na gravidez, que eu podia comer doce à vontade sem quedas de glicose, atualmente as crises voltaram a minha vida.

Elas vêm em forma de fome, cansaço e dores de cabeça forte. Mas o problema é um pouco pior agora: antes eu tinha que cuidar somente de mim durante as crises, agora eu tenho uma pequena vida totalmente dependente. Por isso, voltei com força total para a dieta restrita que me foi passada anos atrás e que sempre funcionou muito bem.

bolo de cenouraO grande problema é a grandíssima vontade de comer doces que o aleitamento dá. Devido a isso fui atrás de pratos que suprissem essa necessidade, mas sem atrapalhar meu bom sono, ou seja, sem açúcar, para dar crises, e sem produtos que causem cólicas na Renata. Assim, resolvi modificar algumas receitas para que elas se encaixassem no que eu quero. A receita do bolo de cenoura é uma delas.

Anote os ingredientes:

 

Massa

 

3 cenouras médias

½ xícara de óleo

4 ovos

2 xícaras de adoçante de confeiteiro

2 xícaras de farinha de trigo integral

½ xícara de farinha de trigo branca (para dar liga)

1 colher de sopa de fermento em pó

 

Cobertura

 

1 xícara de alfarroba em pó

1 caixa de creme de leite sem lactose

1 xícara de adoçante para confeiteiro

 

Modo de Preparo

 

Bata as cenouras, já raladas, junto com o óleo e os ovos no liquidificador. Depois de bem batidas, misture o adoçante, ainda no liquidificador. Depois, coloque a mistura na batedeira, ou bata a mão, junto com as farinhas. Adicione o fermento em pó devagar, enquanto mistura. Unte uma forma com óleo e farinha, enquanto preaquece o forno. Asse o bolo por, no mínimo, 40 minutos (só abra o forno depois de passado esse tempo).

Para a cobertura, misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo. Continue misturando até que fique um creme homogêneo. Passe por cima do bolo. 

Cupcake Integral de Alfarroba

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Como eu havia prometido no post anterior, aí está a receita do Cupcake integral, diet de Alfarroba. Não deixem de comentar, depois, como ficou os cupcakes de vocês (ele também pode ser feito em forma de bolo, em uma forma maior – não a de cupcake):

20140720_1924432 xícaras de adoçante em pó para confeiteiro;

1 xícara de margarina light;

3 ovos (você irá separar a gema da clara – elas serão usadas em horas diferentes);

2 xícaras de farinha integral;

1 xícara de farinha branca (para dar liga na massa);

2 xícaras de leite desnatado;

1 colher de sopa de fermento;

1 xícara de alfarroba light em pó.

Bata o adoçante de confeiteiro com a margarina e as gemas. Acrescente, à mistura, a alfarroba light e a farinha integral e a branca, adicionando, lentamente, o leite, enquanto bate. Bata todos os ingredientes até que fique uma massa 20140720_205712uniforme. Junte à massa o fermento em pó e a clara em neve.

Unte as forminhas de cupcake (ou de bolo) com margarina e farinha. Preaqueça o forno. Coloque no forno a uma temperatura de 180 graus e aguarde 40 minutos até abrir. É possível rechear os cupcakes com doce de leite diet ou outro doce de sua preferência.

Alfarroba – Substituta do Chocolate

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Tive minha primeira filha recentemente. E, logo que ela nasceu, descobri que alguns alimentos que eu consumia davam gases e dor de barriga na minha bebezinha (tudo que eu consumia vai para ela através do leite). Por isso, tive que deixar de lado mais alguns alimentos (além dos alimentos ricos em açúcar e farinha branca). Entre eles, o leite de vaca, o chocolate, alimentos picantes e frutas cítricas saíram do meu cardápio.

semente-alfarrobaContudo, a amamentação dá muita fome, especialmente por doces. Para não apelar para o chocolate, o qual poderia causar várias noites sem dormir (cólicas na minha filha), achei algo tão bom quanto: a alfarroba.

Na verdade, descobri essa preciosidade sem querer. Uma amiga minha e seu marido me trouxeram de presente logo quando a Renata nasceu. O mais interessante dos produtos que eles me deram era que estes produtos não possuíam açúcar, lactose ou glúten e o sabor é muito próximo ao chocolate.

Devido a isso, resolvi pesquisar mais sobre a alfarroba. Descobri muitas coisas interessantes para deixar nossas sobremesas ainda mais saborosas. A alfarroba é advinda da alfarrobeira, uma árvore do mediterrâneo, e já era usada pelos egípcios há cinco mil anos. O produto é extraído da vagem, em forma de polpa e é dessa polpa que os produtos são feitos.

Para começar, a alfarroba é um alimento naturalmente light. Ela, em comparação ao chocolate, 20140703_163554possui muito menos gordura. Para os que não sabem, isso é uma ótima notícia para nós, hipoglicêmicos. Alimentos ricos em gordura são quebrados rapidamente, tornando-se glicose no sangue e podendo causar picos de insulina e, consequentemente, quedas de glicose. O chocolate, normalmente, possui mais de 40% de gordura em sua composição e a alfarroba possui somente 0,7%.

Como é um alimento naturalmente açucarado, possuindo glicose, frutose e sucrose (naturais, não adicionados), não há a necessidade de adicionar açúcar. Além disso, lactose e glúten não são naturais na composição da alfarroba, podendo ser consumido pelas pessoas que possuem alergia a esses dois compostos. Como a glicose faz parte da composição natural da planta, então a absorção dela pelo organismo é mais lenta, não causando problemas maiores (claro, o consumo exagerado do produto poderá causar quedas de glicose).

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Alfarroba recheada com banana.

Além desses benefícios citados acima, a alfarroba possui muitos nutrientes, os quais não somente melhoram o funcionamento do organismo, mas também ajudam a emagrecer. Associado a pouca quantidade de gordura, a alfarroba é rica em complexo B, que metaboliza gorduras, proteínas e carboidratos. Cálcio, magnésio são mais dois nutrientes ricamente encontrados na alfarroba. E, ainda, ajuda a diminuir a taxa de triglicerídeos no sangue.

O chocolate só ganha em um quesito: ele é termogênico, ou seja, ele ajuda a acelerar o metabolismo devido à dificuldade do organismo de digerir tais alimentos. Contudo, acredito eu, esse é o único item que o chocolate ganha da alfarroba.

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Alfarroba recheada com uva passas.

Existem muitos produtos feitos a partir dessa planta atualmente no mercado. Tabletes, barras e, até mesmo, em pó para ser usado em receitas. A maioria dos produtos é achada em casas especializadas, como a Mundo Verde.

No próximo artigo irei postar uma receita de cupcake diet, integral e de alfarroba.

Ps.: Gostaria de me desculpar pela falta de artigos postados e a demora em postá-los, também. Agora, o tempo diminuiu mais ainda, pois tenho uma bebezinha, nova neste mundo, para cuidar. Mas tentarei fazer o possível.